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  • Foto do escritorPaola Florenciano

A importância do nativo na expansão do evangelho


Hoje o movimento missionário ainda está apoiado no modelo das missões modernas, onde a ação missionária é baseada no envio de um missionário estrangeiro que se muda para um país e realiza todo o trabalho missionário.


Esse modelo funcionou por um tempo e resultou no que temos hoje, um terço da população global é cristã, graças aos esforços de pessoas que vieram antes de nós. O problema desse modelo é que ele não tem se demonstrado eficaz e nem compatível com o mundo global e tecnológico que vivemos. Por isso, algumas poucas organizações estão transicionando o foco da ação missionária no treinamento, capacitação e mobilização de obreiros nativos.

O problema é que a igreja no Brasil ainda tem muita resistência com essa ideia. Todos enxergam os benefícios do novo modelo, mas continuam insistindo em perguntar pela família de missionários estrangeiros no campo, como se os nativos não fossem capaz de levar o trabalho a frente! Algumas coisas precisam ficar claras:


1- Missionários nativos são extremamente efetivos! Não precisam se adaptar a cultura, a comida, ao clima. Sabem profundamente sobre as religiões locais. Geralmente falam mais de uma língua étnica, o que fazem deles evangelistas de vários povos ao mesmo tempo! Também o custo para manter um missionário nativo e sua família, é em média , um quinto do que gastaríamos com o envio e sustento de um missionário estrangeiro. Quer mais efetividade do que essa?


2- Missionários nativos precisam ser treinados, não colonizados. Alguns missionários estrangeiros não conseguem treinar e tornar os nativos independentes da ajuda estrangeira. Essa dependência não torna o nativo protagonista da missão e continua embarreirando o processo de avanço da missão que poderia ser muito mais efetivo sem a nossa presença e a nossa ajuda sistêmica. Por exemplo, muitos cristãos nativos acham que para realizar qualquer congresso, evento, ação ou projeto social, eles precisam da ajuda dos missionários de fora que vão pensar o que fazer e vão levantar o dinheiro para fazer. O dia que esse missionário não estiver mais no campo ou não tiver como levantar sustento, a comunidade nativa também não saberá o que fazer, diminuindo sua força e sua presença na comunidade local.


3- Não somos contra o envio de missionários estrangeiros. Ainda achamos que muitos missionários estrangeiros poderiam estar no campo, em meio a povos não alcançados, atuando no treinamento de cristãos nativos, na evangelização de etnias, na tradução bíblica e no estudo de programas que possam nos aproximar das etnias mais complexas. Mas que tudo isso fosse feito com vista no processo de total independência do nativo, o que hoje não é missão e nem faz parte da visão das inúmeras organizações missionárias. Essa é uma verdade que não podemos ignorar.


4- Outra verdade que não podemos ignorar é que nossos treinamentos missionários estão ignorando um processo de total independência do nativo. Com isso, estamos enviando ao campo missionários estrangeiros despreparados para lhe dar com o fato de que com o tempo, eles precisam ser desnecessários. Ainda agimos como os detentores de um certo conhecimento que deve ser levado, nos colocamos na posição de professores e os nativos são os alunos. Não há espaço para aprender e adaptar. O pensamento que rege vem cheio de uma xenofobia que diz que os nativos são preguiçosos, burros, incompetentes. Mas isso revela o que nós temos sido e não o que eles são! Quando experimentamos ouvir, dialogar, ensinar e ser ensinados, vivenciamos um processo de crescimento mútuo e podemos ver que os meios pelos quais os nativos andam são mais eficientes, mesmo parecendo loucura para os nossos olhos, já rodeados de uma cosmovisão própria.


A eficácia do nativo nunca deve ser questionada, nossa ação missionária que está estagnada que deve ser questionada, re desenhada, colocada humildemente diante do Senhor, para que com os nossos corações livres dos modelos impostos, possamos ver aquilo que Deus quer nos dizer: "Porque está escrito: " 'Por mim mesmo jurei',diz o Senhor, 'diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus' "."( Romanos 14.11)






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